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Gravidez e a Curva Glicêmica: A importância da realização deste exame

27/10/21 - atualizado

A Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) é um diagnóstico que acomoda entre 3% e 25% das gestações. Quando ocorre a existência de intolerância a carboidratos variáveis ou açúcar no sangue. A DMG contribui também para estabelecer os níveis metabólicos da glicose, controle de fome e peso.

Por exemplo, o exame para saber se houve o desenvolvimento de diabetes durante a gravidez é solicitado por volta da 20ª ou 24ª semana de gestação, podendo ser prescrito conforme necessidade de investigação médica, proporcionando, assim, a segurança no controle da insulina produzida pelo organismo da mãe durante a gravidez.

Alguns fatores de risco contribuem para a diabetes gestacional, sendo os mais comuns:

  • Histórico familiar;
  • Bebês natimortos em gestações anteriores;
  • Gestante acima do peso;
  • Idade acima dos 35 anos ou aumento do líquido amniótico (polidrâmnio).

Os valores de referência, de acordo com a Tabela da Sociedade Brasileira de Diabetes, para um exame considerado normal de curva glicêmica são:

  • Considerado normal – inferior a 140 mg/dL
  • Tolerância diminuída à glicose – entre 140 e 199 mg/dL
  • Considerado diabetes – superior a 200 mg/dL

Para resultados alterados e superiores a 125 a 200 mg/dL, considera-se um quadro de diabetes e, normalmente, um novo exame é solicitado para confirmação e nova coleta.

Exame de curva glicêmica em gestantes

O exame de curva glicêmica em gestantes é solicitado para averiguar uma possível diabete tipo 2 ou diabete gestacional. Elas se apresentam durante a gravidez e desencadeia grandes riscos à mãe e ao bebê. Para que este exame alcance a eficácia e os parâmetros de resultados fidedignos esperados. Durante o processo da coleta, alguns tubos são aspirados. Com o volume entre 2 mL e 4 mL do aditivo fluoreto jateado na parede do tubo, que agirá em contato com o sangue coletado. Sendo considerada esta a combinação mais adequada para a boa execução do exame (salientando que esta sugestão de coleta pode ser alterada de acordo com os protocolos de cada instituição).

Além disso, esse exame requer um jejum muito bem executado, de 8 a 12 horas, e deve ser coletado no período da manhã. Uma vez que se trata de um exame relativamente demorado. Podendo durar entre 3 e 6 horas e que podem ser necessárias de duas a cinco coletas para análise, seguindo a solicitação médica.

É também um exame bem rigoroso

Devido às condições da paciente e a ingestão de glicose líquida ou misturada entre pó e água, num curto período de tempo. Conta-se em torno de cinco minutos após a primeira punção em jejum, para ser feita a segunda e assim, sucessivamente; para cada nova coleta, outra perfuração é necessária. Uma das interferências que pode prejudicar o material coletado, em especial, é :

  • quando o paciente é puncionado com scalp (butterfly) e a agulha fica no local para aspirar o sangue novamente.

Existirá risco de haver coagulação e a perda do acesso, além de flebites, lesões e trauma no paciente.

Controlar a glicose durante o período gestacional é fundamental para evitar riscos elevados de complicações durante o parto. E, posteriormente, ao bebê. Quando as chances de apresentar problemas de hipoglicemia aumentam, o que é uma consequência grave no pós-parto, além do risco de parto prematuro.

Caso seja constatado nível de alteração superior ao esperado, é indicado que a paciente realize uma nova coleta. Além de fazer um acompanhamento adequado com seu médico e fazer exames complementares para melhor identificação do quadro clínico.

A garantia do bem-estar da mãe e do bebê

A garantia do bem-estar da mãe e do bebê, ainda em sua formação, é um desafio quando não adequado a uma dieta saudável no caso de gestantes predispostas ao desenvolvimento da diabetes neste momento.

Muitos laboratórios realizam o exame de curva glicêmica, porém cada um possui seu protocolo e prática de coleta de sangue.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD 2015-2016), uma coleta adequada para a constatação de níveis fidedignos de resultados requerem parâmetros de exatidão para segmento de um tratamento. O que compete às instituições e aos laboratórios muita responsabilidade e cuidado no ato da coleta de sangue. Desde a recepção do paciente até a triagem do material, contudo na fase pré-analítica, analítica e laudo do paciente.

Uma ótima notícia é que após o parto, é comum que nem a mãe nem o bebê mantenham o diabetes. Não existindo a necessidade de manter uma dieta restritiva ao longo da vida de ambos.

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Fonte: Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes 2015-2016 | Imagens: Divulgação


27/10/2021 - atualizado (Post original em: 20/10/2016)
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