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A telemedicina veio para ficar?

01/06/22

Conheça as novidades dessa modalidade. Leia mais no nosso artigo.

Com certeza, a telemedicina veio para ficar e para fazer a diferença no setor da saúde. A modalidade se propagou durante a covid-19. A prática ganhou o gosto dos pacientes pela facilidade e eficácia no atendimento. Além disso, os seus benefícios são incomparáveis tanto para o paciente quanto para o médico e o consultório.

Muita gente tem optado pela consulta online e isso tem sido cada vez mais evidente. Segundo uma pesquisa da Associação Brasileira de Empresas de Telemedicina e Saúde Digital, mais de 7,5 milhões de atendimentos à distância foram realizados no Brasil entre 2020 e 2021. Estavam envolvidos nesse processo mais de 52,2 mil médicos de diferentes especialidades.

Mesmo antes da pandemia, a adesão ao sistema já apresentava um aumento, mas foi durante a covid que o boom aconteceu. Muita gente impossibilitada de sair, passou a ver a vídeo-consulta como uma alternativa eficaz.

Regulamentação da lei

Para regularizar o atendimento médico pela internet, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que autoriza a modalidade de telessaúde em todo o território nacional. O projeto abrange todas as profissões da área da saúde e era uma reivindicação dos profissionais médicos.

O projeto de lei define a telemedicina como uma prestação de serviços de saúde à distância que utiliza as tecnologias da informação e da comunicação, como computador, internet, vídeo, áudio, entre outras ferramentas.

No entanto, as tecnologias devem envolver a transmissão segura de dados e informações de saúde por meio de textos, sons, imagens e outras formas consideradas adequadas.

A grande conquista da regulamentação é que os médicos podem atender pacientes de qualquer lugar do país sem precisar de outra inscrição secundária ou complementar àquela do conselho de seu estado. Mesmo prestando serviço a pessoas de localidades que não são a sua, é obrigatório o profissional ter registro no Conselho Regional de Medicina (CRMs) do estado em que está sediada a clínica ou hospital intermediador dos serviços médicos.

O projeto aprovado na Câmara garante ao profissional independência de decidir sobre a utilização ou não da telessaúde. O médico deve observar cada caso para decidir se o atendimento online é o melhor caminho ou se ele deve ser presencial.

Claro que em alguns casos, o profissional não poderá fazer um atendimento à distância, devendo o paciente comparecer à clínica para uma consulta mais detalhada, com realização de exames preliminares.

Crescimento da telemedicina no Brasil

Imagem de mulher sendo atendida por médica em videochamada

No Brasil, a telemedicina cresceu muito nos últimos anos desde a crise sanitária do coronavírus. A consulta online foi uma opção para muitos pacientes durante o distanciamento social. Hoje, mais de 70% das instituições de saúde oferecem atendimento via telemedicina, de acordo com o Panorama das Clínicas e Hospitais.

O sucesso é tão grande que 24% das clínicas aplicam a modalidade plenamente e 48% conseguiram a adesão de parte dos profissionais. Com isso, cerca de 2,5 milhões de teleconsultas foram realizadas entre os meses de abril de 2020 e março de 2021. Os dados foram revelados pela Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge). A instituição também revelou que 90% dos pacientes conseguiram resolver problemas de saúde sem sair de casa só por meio de teleconsultas e acompanhamento remoto.

Muitas especialidades assumiram a telemedicina como forma de atrair os pacientes que preferem a praticidade ou estão sem tempo para irem a um consultório.

Entre as especialidades que realizam atendimentos à distância estão: telediagnóstico, teleconsulta, telemonitoramento, teleterapia, telecardiologia, telerradiologia, teleoftalmologia. Todos esses serviços podem ser realizados online graças às tecnologias em desenvolvimento. Muitas técnicas estão sendo criadas para possibilitar uma telemedicina capaz de atender às mais diferentes necessidades e uma das tendências em telemedicina para o próximo ano é a segmentação cada vez mais clara deste mercado.

Equipamentos para detectar doenças

Uma coisa é certa: o coronavírus fez a tecnologia evoluir muito nos últimos anos em todas as áreas. Na medicina, esse avanço também tem contribuído para facilitar os serviços e prestar atendimentos de qualidade e diagnósticos eficazes.

Com a evolução tecnológica e a inteligência artificial, está cada vez mais próximo não mais precisarmos ir a uma clínica para fazer exames. Pelo menos é o que a ciência e a tecnologia pretendem. Por meio de estudos e pesquisas, profissionais estão desenvolvendo aplicativos que permitam a detecção de diversas doenças sem que o paciente precise se locomover até um hospital ou laboratório.

Já há aplicativos capazes de monitorar sinais vitais por vídeo, detectando a frequência cardíaca, saturação de oxigênio e nível de stress. Há também dispositivos que já podem ser usados pelos pacientes que ajudam no atendimento médico à distância. É o caso dos relógios que se conectam à internet, conhecidos como wearables.

O equipamento permite a coleta e a transmissão de dados sobre a saúde da pessoa que está sendo atendida por meio da telemedicina. O dispositivo pode coletar dados sobre batimentos cardíacos, número de passos, qualidade do sono, distâncias percorridas, entre outros.

Por ser um item essencial no telemonitoramento, as vendas de wearables cresceu 145% apenas no primeiro trimestre de 2021. Isso significa que 964.037 unidades de dispositivos foram comercializadas.

Além desse aplicativo, o atendimento médico à distância já conta com robôs cirurgiões. No Brasil, mais de 14 mil procedimentos cirúrgicos foram realizados com o auxílio da robótica. Uma evolução e um apoio necessário para a realização de precisão de procedimentos complexos.

De forma geral, a telemedicina é uma revolução e veio para ficar.

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